Nos dias 28 e 29 de outubro de 2026, o Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, sediou a terceira edição do Diálogos da Reconstrução, abordando o tema “Memórias, saberes e patrimônios quilombolas”.
O evento contou com a participação de lideranças quilombolas, pesquisadores e representantes de comunidades tradicionais, promovendo discussões sobre a preservação de memórias e a transmissão de conhecimentos ancestrais.
Um dos pontos destacados foi a doação do acervo pessoal de Mãe Bernadete ao museu, uma ação que reafirma a importância da cultura quilombola na formação da identidade nacional.
A iniciativa foi realizada em parceria com a UNESCO e o Instituto Cultural Vale, fazendo parte do Projeto Museu Nacional Vive, que visa a reconstrução do museu após o incêndio de 2018.
Tema central dos Diálogos da Reconstrução
Nos dias 28 e 29 de outubro de 2026, o Museu Nacional receberá a terceira edição do evento Diálogos da Reconstrução, que terá como foco central as memórias e cultura quilombola. O encontro será gratuito e reunirá lideranças quilombolas, pesquisadores e representantes de comunidades tradicionais, com a finalidade de debater a importância da preservação e valorização das práticas culturais das comunidades quilombolas.
O evento promete destacar a relevância das memórias quilombolas, enfatizando como esses saberes e patrimônios culturais impactam a identidade e a resistência das comunidades. As discussões incluirão a produção cultural e a transmissão de conhecimentos ancestrais, essenciais para a continuidade das tradições quilombolas.
Participação de comunidades quilombolas
A participação de comunidades quilombolas no evento é fundamental para a troca de experiências e para o fortalecimento de laços entre as diferentes culturas. As lideranças quilombolas terão um espaço para compartilhar suas vivências e contribuir para o debate sobre as memórias e cultura quilombola, promovendo um ambiente de aprendizado mútuo e intercâmbio cultural.
Um dos momentos mais simbólicos do evento será a doação do acervo pessoal de Mãe Bernadete ao museu, realizada por seu filho. Este gesto representa não só a valorização da história familiar, mas também a preservação da memória coletiva que une as comunidades quilombolas.
Importância da doação do acervo
A doação do acervo de Mãe Bernadete será um marco nas atividades do Museu Nacional. Isso ressalta a importância da memória e cultura quilombola como patrimônio a ser preservado e divulgado em espaços culturais formais. A doação forma parte de um esforço maior para reconstruir o Museu Nacional após o incêndio de 2018, quando a instituição sofreu grandes perdas em seu acervo histórico.
A iniciativa, em parceria com a UNESCO e o Instituto Cultural Vale, demonstra o compromisso em reestabelecer um diálogo efetivo entre o museu e as comunidades tradicionais. Uma das propostas do evento é discutir a melhor forma de integrar as práticas culturais quilombolas aos equipamentos culturais, com o intuito de promover uma representação mais diversificada e inclusiva.
Parceria do museu com instituições
O Museu Nacional está desenvolvendo o Projeto Museu Nacional Vive, em parceria com a UNESCO e o Instituto Cultural Vale, que visa não apenas a reconstrução física do museu, mas também a revitalização de seus laços com a sociedade. Este projeto contempla atividades que promovem a inclusão e o fortalecimento das vozes de comunidades quilombolas e outras tradições culturais brasileiras.
Participar do Diálogos da Reconstrução e discutir memória e cultura quilombola é um passo importante na revalorização do patrimônio cultural do Brasil, que muitas vezes foi negligenciado. A promoção de eventos como esse é essencial para a visibilidade e valorização das culturas afro-brasileiras, permitindo que sua riqueza histórica e cultural seja reconhecida e celebrada em todo o país.



